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Neste local, o Laboratório Barth disponibiliza dicas de saúde, bem estar e informações de prevenção e tratamento de doenças.

 
 
  • Alimentação e Gravidez
  • Câncer de próstata 
  • Osteoporose
  • AIDS
  • Crise de asma

 

Alimentação e Gravidez

A melhor garantia para a sustentação da gravidez é uma alimentação variada e rica em carnes e frutas. Na opinião de vários especialistas é nos alimentos que o bebê encontra importantes fontes de vitaminas, como os sais minerais e vários outros nutrientes considerados indispensáveis ao desenvolvimento intrauterino. Prefira comer para dois e não por dois. Em caso de alguma dúvida, converse com o seu médico ou procure por um especialista que são os profissionais indicados para orientar sobre a alimentação mais adequada.

 

Vitamina A
- Auxilia o desenvolvimento celular, crescimento ósseo e na formação do broto dentário do feto. Interfere no desenvolvimento do tecido ocular e no sistema imunológico da gestante.
- Carência severa: diminuição das defesas contra infecções.
- Onde encontrar: leite e derivados, gema de ovo, fígado, frutas como laranja e mamão, couve e vegetais amarelos.

Ácido Fólico
- Carência severa: risco de malformação fetal.
- Onde encontrar: fígado e verduras de cor verde-escura, como brócolis.
- Tem influência na produção de núcleo celular (DNA), que determina a formação do bebê. Muitos obstetras sugerem aumentar a ingestão desse nutriente assim que a mulher resolve engravidar.

Carboidratos
- Encontrado na batata, arroz e massas, como pão e macarrão.
- Fonte de energia do organismo. Sem ele o corpo queima gorduras e proteínas, o que não é recomendável principalmente na gestação.
- Carência severa: fadiga excessiva.

Ferro
- É necessário para a formação das células sangíneas do feto. O aumento do volume sanguíneo na mãe também exige maior produção de hemoglobina, pigmento que dá a cor vermelha às células do sangue e responsável pelo carreamento do oxigênio. O ferro á matéria-prima da hemoglobina.
- A carência severa provoca anemia materna. O ferro pode ser encontrado no fígado, carnes em geral, leguminosas como o feijão.

Vitaminas D e E
- Mantêm a integridade das células que transportam oxigênio. A vitamina D, aliada ao sol, promove a absorção de cálcio e fósforo e sua fixação nos ossos e dentes.
- A carência severa pode levar raquitismo na gestante e alteração óssea no bebê.
- É encontrada nos laticínios, fígado e gema sendo ricos em ambas. A vitamina E está também no milho, aveia, feijão e verduras.

Vitamina C
- Onde encontrar: frutas cítricas, banana, manga, caju, rabanete, tomate, pimentão e verduras.
- Fundamental para a formação do colágeno, que compõe pele, vasos sanguíneos, ossos e cartilagem. Aumenta a absorção do ferro e fortalece o sistema imunológico.
- A sua carência severa: enfraquecimento das defesas imunológicas da mãe e fragilização do tecido vascular.

Niacina (Do complexo B)
- Estimula o desenvolvimento cerebral do feto. Tem a propriedade de transformar glicose (açúcar) em energia, mantendo a vitalidade das células maternas e fetais.
- Carência severa: pode causar diarréia, dermatite e intenso nervosismo na gestante.
- Onde encontrar: verduras, legumes, gema de ovo, leveduras (só em cápsulas), carne magra, leite e derivados.

Tiamina (B1)
- Favorece também o metabolismo energético materno e fetal, transformando glicose em energia.
- Carência severa: pode provocar insuficiência cardíaca e fraqueza muscular na gestante.
- As carnes, cereais integrais, frutas, ovos, legumes, leveduras são as grandes fontes de tiamina (B1).

Piridoxina (B6)
- Onde encontrar: trigo, milho, fígado, frango, peixe, leite e derivados, leveduras.
- É importante para o crescimento e ganho de peso do feto, principalmente a partir do segundo semestre da gestação.
- Carência severa: baixo peso fetal e irritabilidade na gestante.

Magnésio
- Encontrada nas nozes, soja, cacau, frutos do ar, cereais integrais, feijões e ervilhas. É ativador das enzimas responsáveis pela aceleração das reações químicas do organismo. Atua no funcionamento celular, dando condições para a formação e o crescimento dos tecidos.
- Carência severa: causa a fadiga excessiva na gestante.

Cálcio e Fósforo
- Encontrada no leite e derivados, gema de ovo e cereais integrais são ricos em cálcio. Carnes magras e laticínios fornecem fósforo.
- Participam da formação dos brotos dentários e do esqueleto fetal. O cálcio também atua no processo de coagulação.
- Carência severa: má-formação óssea e dentária do feto. Na mãe, gengivite e cãibras.
- Qualquer dúvida, procure o seu médico. Ele é o profissional indicado para prestar qualquer tipo de informação sobre os alimentos mais indicados para uma gravidez tranqüila e a garantia de um bebê saudável.

 

Câncer de próstata 

Próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que produz e armazena parte do fluido seminal. Câncer de próstata é o tumor mais comum em homens acima de 50 anos. Os fatores de risco incluem idade avançada (acima de 50 anos), histórico familiar da doença, fatores hormonais e ambientais e certos hábitos alimentares (dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas), sedentarismo e excesso de peso.

Os negros constituem um grupo de maior risco para desenvolver a doença.

Sintomas

A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).

Dor óssea, principalmente na região das costas, devido à presença de metástases, é sinal de que a doença evoluiu para um grau de maior gravidade.

Diagnóstico

O câncer de próstata pode ser diagnosticado por meio de exame físico (toque retal) e laboratorial (dosagem do PSA). Caso sejam constatados aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar seu tamanho e a presença ou não de metástases.

Tratamento

O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.

Recomendações

* Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos;

* Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos;

* Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos;

* Homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos; já aqueles com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente;

* Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa;

* Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.


 

Osteoporose: como prevenir?


A "osteoporose" (osso poroso) é uma doença que leva à fragilidade dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Vários fatores estão envolvidos no desenvolvimento da osteoporose, alguns deles não podem ser alterados, mas felizmente, muito deles podem ser modificados reduzindo as chances do aparecimento da osteoporose.

Fatores de risco
Certos fatores estão envolvidos com o desenvolvimento da osteoporose. Muitas pessoas com osteoporose apresentam vários desses fatores de risco, mas alguns podem desenvolver osteoporose sem nenhum fator de risco identificado. As pessoas podem modificar seu estilo de vida para diminuir o risco, mas nem todos os fatores de risco para a osteoporose podem ser alterados.
Dentre os fatores que aumentam a chance do desenvolvimento da osteoporose e que não podem ser alterados estão: o sexo feminino, aumento da idade, baixa estatura, raça branca e asiática, e hereditariedade.

Existem, entretanto os fatores que podem ser modificados, como:
• Hormônios sexuais: a ausência anormal de períodos menstruais (amenorréia) e baixos níveis de estrógeno (menopausa) nas mulheres, e baixos níveis de testosterona em homens;
• Anorexia;
• Alimentação pobre em cálcio e vitamina D;
• Uso de certos medicamentos, como glicocorticóides ou alguns anticonvulsivantes;
• Estilo de vida sedentário ou longo tempo acamado;
• Tabagismo;
• Uso excessivo de álcool.

Como saber se tenho osteoporose?
A osteoporose é uma doença silenciosa, porque a perda de massa óssea ocorre sem o aparecimento de sintomas. As pessoas podem não saber que tem osteoporose até que seus ossos se tornem tão frágeis que uma pequena queda cause uma fratura na bacia ou de uma vértebra da coluna.
A partir 65 anos é necessário exame rotineiro para detectar a osteoporose. Alguns especialistas recomendam que se inicie a pesquisa da osteoporose a partir dos 50 anos. E para as mulheres com algum dos fatores de risco, como, por exemplo, baixa estatura, deve-se começar mais precocemente, realizando os exames anualmente a partir da menopausa. A detecção da osteoporose é realizada através do exame médico e de um exame chamado densitometria óssea. O raio-X é útil para a identificação da fratura, mas não é eficiente para o diagnóstico precoce da doença.

Prevenção
A osteoporose é uma doença que podemos prevenir. Algumas medidas podem reduzir o risco de uma pessoa desenvolver osteoporose e em uma pessoa que já tenha osteoporose, que os ossos se tornem mais fracos. E quanto mais cedo essas medidas forem tomadas mais eficaz será a prevenção.

Ingestão de cálcio
Uma ingestão inadequada de cálcio ao longo da vida é um fator que contribui significativamente para o desenvolvimento da osteoporose. Muitas pessoas consomem menos da metade da quantidade de cálcio necessária para a saúde dos ossos e a ingestão insuficiente de cálcio está associada com a baixa massa óssea, rápida perda óssea e aumento da incidência de fraturas.
As principais fontes de cálcio são o leite e derivados (queijo e iogurte); vegetais verde escuro (brócolis, espinafre, couve etc), amêndoas, peixes e alimentos fortificados com cálcio.
É importante ressaltar que as necessidades de cálcio mudam ao longo da vida. A necessidade de cálcio é maior durante a infância e adolescência, quando o esqueleto está crescendo rapidamente, e durante a gravidez e amamentação. As mulheres na pós-menopausa e homens idosos também devem consumir mais cálcio, devido a uma ingestão de quantidade inadequada de vitamina D, que é necessária para a absorção intestinal do cálcio, e da menor eficiência dos ossos em absorver o cálcio e outros nutrientes.
Algumas vezes, para se alcançar as quantidades recomendadas é necessário a suplementação de cálcio, que pode ser feita com carbonato de cálcio e citrato de cálcio. Entretanto, deve-se tomar o cuidado com o uso da suplementação, pois a ingestão de mais de 2.000 mg de cálcio por dia pode aumentar o risco de problemas renais.

Vitamina D
A vitamina é importante na absorção do cálcio no intestino e na saúde dos ossos. Ela é sintetizada pela pele através da exposição à luz solar. A principal fonte da vitamina D é a luz solar, mas ela está presente em alguns alimentos, como o fígado dos peixes e o bacalhau. Embora muitas pessoas sejam capazes de obter vitamina D em quantidade suficiente através da alimentação, a produção de vitamina D diminui nas pessoas idosas, nas pessoas confinadas ao interior da casa e durante o inverno, essas pessoas podem necessitar de suplementação de vitamina D para garantir a obtenção diária. Não são recomendadas doses maciças de vitamina D, mais de 2.000 UI de vitamina D por dia pode lesar o fígado e podem até diminuir a massa óssea.

Exercício físico
Assim como os músculos, os ossos se tornam mais fortes com as atividades físicas. Os melhores exercícios para os ossos são os exercícios de sustentação do peso, que força a pessoa a trabalhar contra a gravidade. Esses exercícios incluem a caminhada, corrida, subir degraus, musculação e dança.

Uso de medicamentos
O uso de alguns medicamentos pode levar ao aumento da perda de massa óssea, como o uso a longo prazo de glicocorticóides; alguns medicamentos usados no tratamento de convulsões; alguns medicamentos usados no tratamento da endometriose; uso abusivo de antiácidos contendo alumínio; certos tratamentos de câncer; e excesso de hormônio da tireóide. O uso de medicamentos prescritos pelo médico, entretanto, não devem ser interrompidos por conta própria, pois isso pode trazer grandes prejuízos para a saúde. Deve ser conversado com o médico o uso de medidas para diminuir o risco de desenvolver osteoporose.
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) pode ser indicada por alguns médicos para a prevenção, em alguns casos, e também para o tratamento. Mas é necessário avaliar o risco de câncer de endométrio e de mama nas pacientes, pois o uso de TRH pode aumentar o risco de desenvolvimento desses cânceres.
Existem também vários medicamentos disponíveis para a prevenção da osteoporose, como alendronato de sódio, risedronato de sódio, raloxifeno e calcitoninas. A escolha do melhor tratamento, no entanto, exige sempre o acompanhamento médico.

Prevenção de quedas
As quedas são uma importante preocupação para as pessoas com osteoporose. As quedas aumentam o risco de fraturas dos ossos do quadril, punho, coluna ou outras partes do esqueleto. É importante estar atento para qualquer mudança física, como dificuldade visual, doenças que prejudicam o bom funcionamento físico e o uso de certos medicamentos, como sedativos e antidepressivos, que podem afetar o equilíbrio e o caminhar.
Algumas medidas simples ajudam a prevenir as fraturas, como usar sapatos com sola de borracha, evitar tapetes, prestar atenção aos degraus e se apoiar em corrimãos, usar iluminação adequada em banheiros e manter pisos antiderrapantes no banheiro e no box.

 

Parar de fumar
As mulheres que fumam tem níveis menores de estrogênio comparadas com as que não fumam e podem desenvolver a osteoporose mais precocemente. As mulheres na pós-menopausa que fumam necessitam de doses maiores de terapia de reposição hormonal e podem ter mais efeitos colaterais; os fumantes também absorvem menos o cálcio de seus alimentos.

Diminuir a ingestão de álcool
O consumo regular de 2 a 3 doses por dia de álcool pode ser prejudicial para o esqueleto, mesmo em pessoas jovens. Além disso, as pessoas que consomem grandes quantidades de álcool são mais propensas a ter perda óssea e fraturas, devido à desnutrição e o maior risco de quedas.


 

AIDS

Aids, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus), que leva à perda progressiva da imunidade. A doença - na verdade uma síndrome - caracteriza-se por um conjunto de sinais e sintomas advindos da queda da taxa dos linfócitos CD4, células muito importantes na defesa imunológica do organismo. Quanto mais a moléstia progride, mais compromete o sistema imunológico e, consequentemente, a capacidade de o portador defender-se de infecções.

Sintomas

Na maioria dos casos, os sintomas iniciais podem ser tão leves que são atribuídos a um mal estar passageiro. Quando se manifestam mais intensidade, são os mesmos de várias outras viroses, mas podem variar de acordo com a resposta imunológica de que cada indivíduo.

Os mais comuns são febre constante, manchas na pele (sarcoma de Kaposi), calafrios, ínguas, dores de cabeça, de garganta e dores musculares, que surgem de 2 a 4 semanas após a pessoa contrair o vírus.

Nas fases mais avançadas, é comum o aparecimento de doenças oportunistas como tuberculose, pneumonia, meningite, toxoplasmose, candidíase, etc.

Diagnóstico

Existe um exame de sangue específico para o diagnóstico da AIDS, chamado teste Elisa. Em média, ele começa a registrar que a pessoa está infectada 20 dias após o contato de risco. Se depois de três meses o resultado for negativo, não há mais necessidade de repetir o exame, porque não houve infecção pelo HIV.
No Centro de Referência em Treinamento em DST/AIDS é possível realizar um teste laboratorial mais rápido, cujo resultado sai algumas horas depois da coleta de sangue.

 

Transmissão

O vírus HIV sobrevive em ambiente externo por apenas alguns minutos. Mesmo assim, sua transmissão depende do contato com as mucosas ou com alguma área ferida do corpo.

AIDS não se transmite por suor, beijo, alicates de unha, lâminas de barbear, uso de banheiros públicos, picadas de mosquitos ou qualquer outro meio que não envolva penetração sexual desprotegida, uso de agulhas ou produtos sanguíneos infectados. Existe também a possibilidade da transmissão vertical, ou seja, da mãe infectada para o feto durante a gestação e o parto (AIDS congênita).

Os pesquisadores ainda não sabem se sexo oral é capaz de transmitir a síndrome. Há, porém, descrição de pessoas que se infectaram ao engolir esperma.

Tratamento

Foi só no final de 1995, que o coquetel de medicamentos pode ser prescrito para os portadores do HIV. A possibilidade de associar várias drogas diferentes, entre elas o AZT, mudou por completo o panorama do tratamento da AIDS, que deixou de ser uma moléstia uniformemente fatal para transformar-se em doença crônica passível de controle. Hoje, desde que adequadamente tratados, os HIV-positivos conseguem conviver com o vírus por longos períodos, talvez até o fim de uma vida bastante longa.

As normas brasileiras e mundiais determinam que não se deve introduzir o coquetel de medicamentos se as células CD4 estiverem acima de 350. Quando seus valores estão entre 200 e 350, a decisão de introduzi-lo deve ser tomada caso a caso. Abaixo de 200, ele é obrigatoriamente indicado para corrigir a deficiência imunológica.

Dentre os efeitos colaterais do coquetel, podemos citar a lipodistrofia, isto é, a redistribuição da gordura pelo corpo. Ela diminui muito no rosto, que fica encovado, nos membros superiores, inferiores e nas nádegas, deixa as veias muito visíveis e provoca acúmulo de tecido adiposo no abdômen.

Além de tonturas, diarréia e enjoos, a toxicidade dos remédios pode provocar danos para o fígado, para os rins, assim como acentuar o processo de aterosclerose e aumentar o risco de doenças coronarianas. No entanto, de modo geral, o tratamento é bem tolerado pelos pacientes.

Prevenção

O uso da camisinha nas relações sexuais é a forma mais eficaz de prevenção da AIDS. Também é imprescindível usar somente seringas descartáveis.

Gestantes devem obrigatoriamente fazer o teste de HIV durante o pré-natal. Se estiverem infectadas, é fundamental iniciar logo o tratamento a fim de evitar que o vírus seja transmitido para o feto. Hoje, é perfeitamente possível para uma mulher infectada engravidar e dar à luz um bebê livre do vírus.

Recomendações

* Use sempre camisinha em todas as relações sexuais;

* Faça o teste Elisa ou o teste rápido oferecido pelo Centro de Referência em Treinamento em DST/AIDS  sempre que houver qualquer possibilidade de você ter-se infectado. Mulheres devem realizá-lo antes de engravidar;

* Não considere a AIDS como uma sentença de morte. Depois do aparecimento do coquetel, ela se transformou numa doença crônica que ainda não tem cura, mas pode ser controlada;

* Não desanime diante dos efeitos adversos de alguns medicamentos que compõem o coquetel. Eles podem ser contornados com mudanças no esquema ou com o uso de outros remédios;

* Procure alimentar-se bem e dormir as horas necessárias;

* Não fume nem abuse de bebidas alcoólicas.

 

Crise de asma: o que fazer?

Começam de uma hora para outra e mesmo quem já está habituado às crises de asma, não deixa de ficar preocupado. Afinal, a crise asmática é uma das principais causas clínicas de consultas em emergências e pode levar à morte. Mas é importante ressaltar que sua gravidade é influenciada por diversos fatores e, de modo geral, essas crises são leves, sendo controladas com uso de baixas doses de broncodilatadores. Nos casos mais graves pode ser necessária internação em CTI ou uso de respirador artificial.
A crise asmática, se interrompida precocemente, tem pequena chance de evoluir de forma grave. Por isso a pessoa asmática deve estar apta a reconhecer os sinais que indicam uma crise em sua fase inicial e usar os medicamentos recomendados por seu médico.

Características da crise
Desconforto respiratório e tosse seca podem ser os primeiros sintomas de broncoespasmo. Sibilos (chiados), falta de ar e impossibilidade de falar frases longas são sintomas mais tardios de uma crise. Sudorese difusa, lábios e mãos arroxeadas e falta de ar em repouso são sinais de gravidade extrema necessitando de atendimento em emergência e hospitalização.

Outros modos de reconhecer a crise
Além de dados clínicos, o uso de aparelhos de medida de pico de fluxo expiratório (peak flow) pode ser útil ao reconhecimento da crise. Esses aparelhos são portáteis e simples e podem ser usados diariamente para a monitorização da função respiratória de pessoas com asma moderada ou grave. Quando o paciente observa que seu peak flow caiu mais que 30% do que normal, isso representa uma crise, mesmo na ausência de sintomas.

Como tratar a crise
Uma vez reconhecida a crise, é preciso fazer o possível para interrompê-la. Para isso, devem ser utilizados broncodilatadores de ação curta, como salbutamol e fenoterol ou a combinação destes com bromento de ipatrópio, por via inalatória, seja em spray ou nebulização. Salmeterol, formoterol, aminofilina e teofilina apesar de excelentes broncodilatadores não devem ser utilizados na crise asmática, pois demoram a fazer efeito.
Os broncodilatadores de ação curta devem ser utilizados com intervalos de 20 minutos, até que os sintomas melhorem. Se após sua utilização, por três vezes, não ocorrerem mudanças no quadro clínico, é preciso procurar atendimento médico imediato.
É sempre importante, ainda que não seja uma prioridade na crise, lembrar de lavar a boca, bochechar com água e cuspir após o uso de broncodilatadores para evitar tremor e palpitações, efeitos colaterais comuns de broncodilatadores.