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Aqui voce encontra informações sobre as analises realizadas pelo Labortório Barth. Dados sobre a coleta, dieta necessária, preparo e valores de referência, clique na letra inicial do exame e no exame para maiores informações.

 

   »Acetona (código AMB: 4.03.01.05-2)

Material do qual pode ser dosado: urina ou sangue, extraído por punção da veia do braço.

Objetivo do exame: Para detectar complicações do diabetes. Observam-se altos valores de acetona na cetoacidose diabética.

Confiabilidade: Altamente confiável.

Tempo necessário para obtenção do material: 10 minutos.

Preparação do paciente: recomenda-se uma dieta especial.

Tempo necessário para obtenção dos resultados: Entre 24 e 48 horas após efetuar o exame.

Valores Normais: Urina: até 40 mg/dl e no plasma (sangue): o resultado deve ser negativo.

Valores diminuídos: Por contaminação bacteriana e também quando acontece evaporação das amostras.

Valores aumentados: A acetona aumenta no sangue e na urina como conseqüência do exercício físico ou consumo exagerado de alimentos gordurosos e quando há ausência total ou relativa de carboidratos.

Valores altos de acetona são encontrados na cetoacidose diabética, no jejum prolongado, na inanição, na doença de Von Gierke, no hiperinsulinismo (conseqüente a hipoglicemia), e nos casos que evoluem com uma maior necessidade de carboidratos, como na tireotoxicose e em febres prolongadas (geralmente conseqüentes a doenças infecciosas graves)

Valores aumentados por uso de medicamentos: pode ocorrer elevação da acetona no sangue dos pacientes em uso de propanolol.

 
Acido lático – lactato (código da AMB 4.03.01.10-9)
O que é o exame: coleta de sangue ou líquor para dosagem da concentração de ácido láctico. O ácido lático é o produto final do metabolismo anaeróbio e seus níveis estão relacionados à disponibilidade de oxigênio.

Para que serve: detecção de estados de choque, insuficiência renal e hepática, intoxicação por etanol, glicogenoses congênitas (como deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase e deficiência de frutose-1,6-difosfatase), alteração do metabolismo de ácidos graxos e aminoácidos. Níveis elevados de ácido láctico no líquor sugerem meningite de origem bacteriana, enquanto na meningite viral os níveis de ácido lático são geralmente normais.

Valor de referência:

Plasma: 5,7-22,0 mg/dL
Líquor: 10,8-18,9 mg/dL
Valores aumentados por  uso de medicamentos: pode haver elevação do ácido lático em pacientes que fazem uso de biguanidas (metformina), sorbitol, salicilatos, barbitúricos, acetaminofeno (paracetamol) e epinefrina.

Instruções para realização do exame: o paciente deve estar em repouso por pelo menos 30 minutos, caso tenha feito algum atividade física. Deve evitar movimentos de abrir e fechar a mão no momento da coleta de sangue.

Obs.: a determinação do ácido lático deve ser feita imediatamente após a punção (venosa ou lombar), pois com o tempo o ácido lático sofre glicólise e há uma elevação da acidose lática. O fluoreto de sódio impede esta decomposição.

   »Acido lático – lactato (código da AMB 4.03.01.10-9)

O que é o exame: coleta de sangue ou líquor para dosagem da concentração de ácido láctico. O ácido lático é o produto final do metabolismo anaeróbio e seus níveis estão relacionados à disponibilidade de oxigênio.

Para que serve: detecção de estados de choque, insuficiência renal e hepática, intoxicação por etanol, glicogenoses congênitas (como deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase e deficiência de frutose-1,6-difosfatase), alteração do metabolismo de ácidos graxos e aminoácidos. Níveis elevados de ácido láctico no líquor sugerem meningite de origem bacteriana, enquanto na meningite viral os níveis de ácido lático são geralmente normais.

Valor de referência:

Plasma: 5,7-22,0 mg/dL
Líquor: 10,8-18,9 mg/dL
Valores aumentados por  uso de medicamentos: pode haver elevação do ácido lático em pacientes que fazem uso de biguanidas (metformina), sorbitol, salicilatos, barbitúricos, acetaminofeno (paracetamol) e epinefrina.

Instruções para realização do exame: o paciente deve estar em repouso por pelo menos 30 minutos, caso tenha feito algum atividade física. Deve evitar movimentos de abrir e fechar a mão no momento da coleta de sangue.

Obs.: a determinação do ácido lático deve ser feita imediatamente após a punção (venosa ou lombar), pois com o tempo o ácido lático sofre glicólise e há uma elevação da acidose lática. O fluoreto de sódio impede esta decomposição.

 

»Acido úrico no sangue (código AMB: 4.03.01.15-0)
Material a ser obtido: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para obtenção do material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: confirmar o diagnóstico de Gota e também detectar problemas renais.

Preparação previa: não é necessária.

Resultados:

Valores normais:

Homem: 4.3 a 8 mg / dl.
Mulher: 2.3 a 6 mg / dl.

Valores aumentados podem indicar: Gota, transtornos da função renal, infecções.
psoriases, doenças resultantes do depósito de glicogênio nos tecidos, doenças hematológicas.

Valores diminuídos: Síndrome de Fanconi. Doença de Wilson.

Tempo necessário para realização do exame: alguns minutos de trabalho no laboratório.

Os resultados são obtidos por análise química quantitativa.

Confiabilidade do exame: boa.

Medicamentos que podem modificar os resultados:

Allopurinol
Antimetabolitos
Acetohexamida
Acido ascórbico
Aspirina
Azotioprina
Dicumarinicos
Corticosteróides
Diuréticos tiazídicos
Mercuriais
Furosemida
Levometildopa
Indometacina
Fenitoina
Probenecide.
Outros fatores que podem alterar os resultados: Inanição. Dieta rica em purina. Stress. Abuso de bebidas alcoólicas.

 

»ACTH (código da AMB 4.07.12.04-4)
O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de ACTH (hormônio adreno-corticotrófico), hormônio produzido normalmente pela hipófise, que age na glândula adrenal.

Para que serve: diagnóstico de desordens do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, como doença de Cushing, doença de Addison, síndrome de secreção ectópica do ACTH (nas quais se encontra em níveis elevados), adenoma e carcinomas adrenais (nos quais se encontra reduzido). A dosagem dos níveis de ACTH é bastante útil para diferenciar insuficiência adrenal primária de secundária. Na insuficiência primária, são encontradas baixas concentrações de cortisol no sangue, com altos níveis de ACTH. Na insuficiência secundária, há redução da produção hipofisária de ACTH, com baixos valores de cortisol e ACTH.

Obs.: uma única dosagem de ACTH pode se encontrar dentro dos valores de referência em casos de doença de Cushing (produção excessiva de ACTH) ou deficiência limítrofe do hormônio.

Valor de referência: inferior a 46,0 picog/mL

Instruções para realização do exame: informar medicamentos em uso.

- O horário da coleta de sangue para dosagem de ACTH é importante, em virtude da variação circadiana (ao longo do dia) do hormônio.

   »Albumina (código AMB: 4.03.01.22-2)

Material a estudar: obtido da urina, sangue (extraído por punção da veia do braço), ou Líquor, obtido por punção lombar.

A albumina é a proteína mais abundante do plasma sanguíneo. Serve como deposito móvel de aminoácidos. Os aumentos de albumina relacionam se, quase sempre com desidratação, que produz um conseqüente aumento do conteúdo protéico do plasma.

Objetivos do Exame: Proteína útil no diagnostico de insuficiência hepática, desidratação aguda, perda de proteínas. É um bom marcador para detectar os déficits nutricionais crônicos e a lesão ou infecção renal. Quando aumentado no liquido cefalorraquidiano está relacionada a várias patologias.

Confiabilidade do exame: Altamente confiável.

Tempo necessário para obtenção do material: 10 minutos se a análise é feita no sangue. Se o exame é realizado no LCR, o paciente deverá ficar internado em repouso, por algumas horas, após a punção lombar.

Preparação do paciente: esteródes anabólicos, corticoesteroides, hormônio de crescimento e insulina devem ser evitados antes do exame, já que podem aumentar falsamente o nível de albumina do sangue.

Tempo requerido para obter resultados: Entre 24 a 48 horas depois de realizado o exame.

Método utilizado para obter os resultados: espectrofotometria.

Valores Normais:

plasma: 3-5 g / 100ml
Urina: menor de 10 mg/l
LCR: 10-30 mg / dl.

Valores aumentados: Proteinúria glomerular, quiluria, desidratação.

Valores diminuídos: Queimaduras, síndrome nefrótica, doença de Cushing, má absorção, obstrução intestinal, patologia hepática difusa (cirrose, hepatite crônica ativa), febre reumática, má nutrição, ascite, analbuminemia, etc.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Aumentado: gallamina, levonorgestrel.
Diminuído: aspirina, anticonvulsivantes, metildopa, prednisona.

   »Alfa-1-antitripsina, dosagem no soro (código da AMB 4.03.01.24-9)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de alfa-1-antitripsina, componente mais comum das a1-globulinas.

Para que serve: a alfa-1-antitripsina é uma proteína de fase aguda, aumentando de forma rápida, mas inespecífica, em processos inflamatórios. Níveis elevados desta substância auxiliam no diagnóstico de infecções, vasculites, artrites e neoplasias. Níveis reduzidos, indicando deficiência genética de alfa-1-antitripsina, podem estar associados com enfisema pulmonar, doença hepática crônica, cirrose hepática e carcinoma hepatocelular.

Valor de referência:

0 a 1 mês: 79 a 222 mg/dL
1 a 6 meses: 71 a 190 mg/dL
6 meses a 2 anos: 60 a 160 mg/dL
2 a 19 anos: 70 a 178 mg/dL
Adultos: 88 a 174 mg/dL

   »Alfafetoproteína (código AMB: 4.07.12.06-0)

Detecta a presencia no sangue de alfafetoproteína. O método utilizado é a determinação por imunoensaio enzimático

Material a ser obtido: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para obtenção do material: 5 a 10 minutos

preparação previa: nenhuma.

Resultados: na mulher que não esteja grávida, a quantidade é menor que 15 nanogramos por decilitro. Os valores normais variam na mulher grávida, de acordo com o tempo de gestação. Durante a gravidez normal está mais alto no começo e diminuindo no final.

Valores altos na gestação podem significar: defeitos do tubo neural do feto, anencefalia, espinha bífida ou morte intrauterina do feto.

Valores baixos na gestante indicam feto normal próximo do momento do parto. Em Homens ou mulheres não grávidas os valores altos podem indicar:

Câncer de fígado
Câncer de pâncreas
Câncer de estômago
Câncer de vesícula
Câncer de vias biliares

   »Alterações do ferro e de sua capacidade de fixação

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Estimar o depósito total de ferro. Ajuda no diagnóstico da hemocromatose. Ajuda também no diagnóstico diferencial entre anemia por deficiência de ferro e anemia causada por doença crônica. Fornece informações sobre o estado nutricional do paciente adulto ou criança.

Resultados:

Capacidade de saturação total de ferro: Homens 70 a 150 mcg/dl. Mulheres 80 a 150 mcg/dl.
Capacidade total de união de ferro 300 a 450 mcg/dl.
Saturação de ferro 20 a 50%.

Valores anormais: indicam deficiência de ferro, artrite reumatóide, sobrecarga de ferro.

Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. O exame é determinado por espectrofotometria.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

ACTH
Cloranfenicol
Suplemento de ferro
Anticoncepcionais orais

   »Amilase na Urina (código AMB (antigo): 2.80.10.25-6)

Material a ser obtido: urina colhida durante 24 horas e conservada refrigerada.

Tempo necessário para obtenção do material: 24 horas.

Finalidade: diagnóstico de pancreatite aguda ou inflamação de glândulas salivares, avaliação da função do pâncreas e das glândulas salivares.

preparação previa: abstenção de álcool 24 horas antes do exame.

Resultados:

Valores normais: cada laboratório deve informar seus valores normais. (variam de laboratório para laboratório, segundo o método utilizado)

Valores aumentados: podem significar pancreatite aguda, patologia da vesícula, carcinoma de cabeça de pâncreas, caxumba, acometimento do baço, obstrução do ducto pancreático ou ducto salivar, patologia renal.

Valores diminuídos: podem significar: alcoolismo, caquexia, hepatite, abscesso hepático, cirrose, câncer de fígado.

Tempo requerido para obter resultados do exame: alguns minutos de trabalho no laboratório.
Os resultados são obtidos por métodos calorimétricos.

confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados: indometacina; meperidina; morfina; diuréticos tiazídicos; pentazocina; codeína; fluorulos.

Outras situações que podem alterar os resultados: álcool, contaminação bacteriana da urina, sangue na urina, menstruação, amilase salivar na urina conseqüente a tosse ou espirros sobre o material a ser analisada.

  

   »Amilase no sangue (código AMB: Amilase 4.03.01.28-1 / Amilase ou alfa-amilase, isoenzimas 4.03.02.13-0)

Material a ser analisado: sangue obtido por punção de veia do braço.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Diagnóstico de lesão pancreática. Pancreatite. Diagnóstico diferencial entre a pancreatite e outras causas de dor abdominal aguda.

Preparação previa: abstenção de álcool durante 12 horas antes do exame.

Resultados:

Valores normais: 60 - 180 unidades Somogei x dl.

Valores elevados podem ocorrer em: Doença aguda das glândulas salivares;
pancreatite aguda; obstrução da ampola de Vater; obstrução do conduto biliar comum; câncer de pâncreas; patologia pancreática por lesão ulcerosa péptica.

Valores diminuídos: cirrose; hepatite; câncer pancreático; toxemia gravídica.

Tempo requerido para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório, os resultados são determinados por radioimumensaio.

Segurança dos resultados: boa.

Drogas que podem alterar os resultados:

Asparaginase
Corticoesteroides
Azatioprina
Colinérgicos
Acido etacrínico
Codeína
Furosemida
Meperidina
Mercaptopurina
Morfina
Anticoncepcionais orais
Rifampicina
Diuréticos tiazídicos
Triamcinolona
Sulfasalazina
Outros fatores que podem alterar os resultados:

Ingestão de álcool
Contaminação do material com saliva.

   »Amniocentese e análise do líquido amniótico (Amniocentese – código AMB: 4.09.02.01-3)

Material a ser analisado: líquido amniótico.

Tempo necessário para obter o material do paciente: 45 a 60 minutos.

Finalidade: Diagnosticar anormalidades fetais, particularmente as características cromossômicas e anormalidades e desordens do desenvolvimento do sistema nervoso fetal.

Diagnosticar a doença hemolítica do recém nascido.

Determinar a maturidade fetal, principalmente a pulmonar. Identificar o sexo do feto, quando um ou ambos pais são portadores de patologias unidas ao sexo como a hemofilia.

Diagnosticar transtornos metabólicos como a mucopolisacaridose. Avaliar a saúde fetal descobrindo a presença de fezes ou sangue ou dosando níveis do estriol ou hormônios tireoideanos fetais.

O procedimento é freqüentemente recomendado para as mulheres com mais de 35 anos, naquelas que tenham tido abortos, ou quando existe uma historia familiar positiva para defeitos genéticos. Além disso, é utilizado em casos de gravidez de risco.

Só 10% das má formações são descobertas pela amniocentese. Muitos transtornos como as má formações congênitas do coração, fenda palatina ou o atraso de desenvolvimento mental não podem ser diagnosticadas pela prova.

preparação previa: 12 horas de jejum. Exige-se consentimento escrito da paciente, a qual deve ser informada sobre os riscos.

Riscos: aborto espontâneo, lesão do feto ou da placenta.

Descrição do exame: Deve ser efetuado em uma clínica ou em um consultório médico, após a 16a semana da gravidez. Uma agulha estéril é inserida através da pele, músculo e útero, na cavidade amniótica. É dirigida até a parte posterior do pescoço do feto. A posição do feto é determinada por ultra-sonografia. São aspirados cerca de 10 cm3 de líquido amniótico com uma seringa.

Controla se posteriormente a freqüência respiratória, a pressão arterial e o pulso da paciente, bem como os batimentos cardíacos do feto a cada 15 minutos, durante 1 hora.

A paciente deverá ser orientada para observar a presença de dor abdominal ou contrações abdominais, câimbras, calafrios, controle da temperatura, sangramento vaginal. Controlar também se existe, ao término da prova, hiperatividade fetal ou intensa hipoatividade, devendo comunicar imediatamente qualquer alteração ao médico.

Resultados: Podem estar disponíveis dentro de alguns dias ou semanas.Os valores são determinados pela análise química do líquido extraído.

Valores normais: O líquido deve ser claro, com cromossomos normais e não deve conter bilirrubina, mecônio, bactérias ou acetilcolinesterase, ou mais de 2 mg/100ml de creatinina. Deve apresentar fosfatidilglicerol e glicose menor que 45 mg/100ml.

confiabilidade dos resultados: boa.

Fatores que podem alterar os resultados:

Mononucleose infecciosa da mãe
Cirrose
Câncer
Teratoma
Tumor de mama
Carcinoma gástrico
Carcinoma pancreático
Tirosinemia hereditária da mãe
Sangue fetal no líquido extraído
Presença de fezes do feto no líquido
Falta de jejum prévio de 12 horas

   »Análise de Gases Arteriais (Gasometria – pH, Co2, AS, O2, BE – código AMB: 4.03.02.01-6)

Material a ser analisado: sangue extraído por punção de uma artéria.

Tempo necessário para obter o material: 15 minutos.

Finalidade: Avaliar a troca de gases nos pulmões. Medir a pressão parcial de oxigênio (PaO2), pressão parcial de gás carbônico (PaCO2). Medida do pH para determinar a presença do equilíbrio ácido-base ou a concentração de hidrogênio (H+), conteúdo de oxigênio arterial (O2), Saturação de oxigênio (Sa-2), bicarbonato no sangue (HCO3-).

Preparação prévia: não é necessária. Pode se realizar anestesia local.

Resultados:

Valores normais:

PaO2: 75 - 100mmHg
PaCO2: 35 - 45mmHg
pH: 7.35 - 7.42
CTO2: 15 - 23%
O2 :94 - 100%
HCO3- :22 - 26 mEq/litro

Valores anormais podem significar:

Pneumotórax
Fibrose intersticial do pulmão
Anemia severa
Diminuição do volume sanguíneo
diminuição da capacidade de transporte de oxigênio
Asfixia
Diarréia
Excesso de ingestão de antiácidos
Hiperventilação
Doença renal ou hepática
Vômitos
Drogas estimulantes da respiração
Infecciones severas
Choque

Os resultados estão disponíveis cerca de 2 horas após a extração da amostra.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Descrição do exame: Após a preparação da pele e da anestesia, se realiza uma punção de uma artéria previamente selecionada.

Após a punção deve se pressionar durante alguns minutos a região e permanecer em repouso durante 20 minutos.

O exame é determinado através de tecnologia apropriada, com determinação por eletrodos e comparação de cores.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Acetazolamida
Antiácidos
Bicarbonato
Acido etacrínico
Hidrocortisona
Meticilina
Melazona
Nitrofurantoina
Prednisona
Tetraciclinas
Diuréticos tiazídicos

   »Análise de líquido sinovial – 4.03.09.52-5

Material a ser analisado: 3-5 mL de líquido sinovial.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: identificar a causa da inflamação nas articulações, para diagnosticar certos tipos de artrite e de doenças inflamatórias articulares (p.ex.: gota, osteoartrite, etc) e para aliviar a dor e a distensão causadas pelo acúmulo de líquidos em uma articulação.

Preparação previa: pode ser necessário jejum prévio de 6 a 12 horas, caso seja necessário analisar a glicose. Na maioria dos casos, nenhum preparo prévio é necessário.

Resultados: o líquido sinovial normal deve ser claro, amarelado e transparente o suficiente para ser possível ler um texto através dele.

   »Androstenediona (código da AMB 4.07.12.07-9)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de androstenediona, hormônio esteróide androgênico produzido pelo córtex da supra-renal e gônadas, que é um precursor da síntese de testosterona e estrona.

Para que serve: a determinação dos níveis sangüíneos de androstenediona possui uma importante função na caracterização dos distúrbios da esteroidogênese, bem como na avaliação dos distúrbios da puberdade e da fertilidade. Auxilia no diagnóstico de síndrome de Cushing, hiperplasia adrenal congênita, síndrome dos ovários policísticos e hirsutismo idiopático, encontrando-se em níveis elevados. Na doença de Addison, encontra-se em valores reduzidos.

Valor de referência:

Pré-puberes (ambos os sexos): menor que 1,6 nanog/mL
Adultos: - Homens: 0,9 a 4,6 nanog/mL
Mulheres: 0,8 a 4,4 nanog/mL

Obs.: Os níveis de androstenediona variam ao longo do dia, atingindo concentração máxima pela manhã, e também possui uma variação cíclica durante o período menstrual, tornando-se mais alta ao redor do meio do ciclo. Além disso, os valores sangüíneos de androstenediona podem oscilar por vários motivos, podendo apresentar-se elevado em obesos, fumantes, pós-prandial, exercícios e gravidez e apresentar-se baixo em idosos, moléstias crônicas nas crianças com picos maiores na puberdade.

   »Anticorpo anti-ilhota de langerhans – 4.03.06.20-8

Material a ser analisado: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de auto-anticorpos anti-células de ilhotas.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: avaliação de casos recém-diagnosticados de diabetes onde se suspeita de uma etiologia auto-imune subjacente. Pode ser empregado para avaliar parentes de primeiro grau para ajudar a determinar sua probabilidade de desenvolvimento de diabetes.

Resultados: os anticorpos anti-células de ilhota são encontrados em 75-86% dos diabéticos tipo I porém em apenas 10% dos diabéticos tipo II e em 2-5% dos parentes de primeiro grau. Os níveis diminuem com o tempo e podem desaparecer por completo em pacientes com diabetes tipo I de longa data.

Valores normais: negativo.

   »Anticorpos anti-endomísio – 4.03.06.25-9

Material a ser analisado: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de auto-anticorpos IgA anti-endomísio.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: indicado em pacientes com síndromes disabsortivas, intolerância ao glúten, síndrome do intestino irritável, crianças com diabetes tipo I, suspeita de dermatite herpetiforme, linfoma de intestino delgado e hipoesplenismo inexplicado.

Resultados: o anticorpo IgA anti-endomísio possui quase 100% de sensibilidade e especificidade para doença celíaca.

Valores normais: não costuma ser detectado em pessoas saudáveis.

Tempo requerido para obter os resultados:

Segurança dos resultados: boa – em indivíduos assintomáticos, a positividade indica um alto de risco de desenvolvimento de doença celíaca.

Fatores que podem alterar os resultados: estes anticorpos também podem ser encontrados na dermatite herpetiforme e possuem uma forte associação com diabetes melito juvenil do tipo I. Os anticorpos tendem a desaparecer após 6-12 meses de dieta livre de glúten.

   »Anticorpos antiácido desoxirribonucleico (Código AMB:4.03.06.06-2)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: confirmar a presença de lúpus eritematoso sistêmico (LES). Monitorar a resposta ao tratamento.

Preparação previa: não é necessária.

Descrição do exame: É efetuado por radioimunoensaio, aglutinação, fixação do complemento ou imunoeletroforese.

Resultados:

valor normal menos de 1 mcg/ml de sangue.

Valores elevados: indicativos de LES.

1 a 2.5 mcg sugere fase de remissão de LES.
10 a 15 mcg/ml significa LES ativo.

Quando são encontrados valores decrescentes indicam efetividade do tratamento.

Tempo requerido para a determinação do exame: variável, de alguns minutos a dias segundo a técnica usada.

  »Anticorpos antimitocondriais (código AMB: 4.03.06.35-6)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: avalia a função hepática. Confirma o diagnóstico de cirrose. Diagnóstico diferencial entre icterícia de origem hepática e de outras causas.

Preparação previa: não é necessária.

Descrição do exame: através de técnica de imunofluorescência indireta.

Resultados:

Valor normal: ausência de anticorpos com diluições de 1:5.

Resultados positivos: indicativo de cirrose; hepatite ativa; icterícia induzida por drogas.

Tempo requerido para obter resultado: de alguns minutos a 24 horas.

Confiabilidade do exame: boa.

Drogas que podem alterar os resultados: Oxifenisatina.

 

  »Anticorpos antimúsculo liso (código AMB: 4.03.06.39-9)
Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para obter o material: entre 5 a 10 minutos.

Finalidade: A positividade do exame ajuda a confirmar o diagnóstico de hepatite crônica ativa. Também ajuda a confirmar o diagnóstico de cirrose biliar primaria.

Preparação prévia: não é necessária.

Descrição do exame: realizado por imunofluorêscencia indireta e microscopia por luz ultravioleta.

Resultados:

Valor normal títulos de anticorpos antimúsculo liso menor de 1:20.

Os valores elevados são indicativos de:

Hepatite crônica ativa
Cirrose biliar primaria
Mononucleose infecciosa
Hepatite viral
Asma

Tempo requerido para a determinação dos resultados: varia de alguns minutos.

Confiabilidade dos resultados: exata porém não muito específica.

  »Anticorpos antitireoideanos (código AMB: 4.07.12.11-7)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para realizar o exame: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Avaliar a função tireoideana. Detecta a presença de anticorpos antitireoglobulina no sangue, indicativos de doença tireoideana, tireoidite de Hashimoto, doença de Graves.

Preparação prévia: não é necessária.

Descrição do exame: efetuado por imunofluorescência indireta.

Resultados:

valores normais: Títulos menores de 1:100 para a antitireoglobulina e para os anticorpos da fração antimicrossomial (10 % da população normal apresenta valores baixos destes anticorpos, e são considerados normais, e 20 % da população acima de 70 anos também possui valores baixos, os quais também são considerados como dentro da normalidade).

Valores alterados podem ser indicativos de:
Doença de Graves; Tireoidite auto-imune subclínica; Tireoidite de Hashimoto; Anemia perniciosa.

Tempo necessário para efetuar o exame: alguns minutos.

  »Auto-anticorpos (Códigos AMB: Anticorpos antiplaquetários, citometria de fluxo 4.03.04.03-5 / Anticorpos irregulares 4.03.04.04-3 / Anticorpos irregulares, pesquisa (meio salino a temperatura ambiente e 37º e teste indireto de coombs) 4.03.04.05-1 / Anticorpos anti-ilhota de langherans 4.03.06.20-8 / Anticorpos anti-influenza A, IgG 4.03.06.21-6 / Anticorpos anti-influenza A, IgM 4.03.06.22-4 / Anticorpos anti-influenza B, IgG 4.03.06.23-2 / Anticorpos anti-influenza B, IgM 4.03.06.24-0 / Anticorpos antiendomisio - IgG, IgM, IgA (cada) 4.03.06.25-9 / Anticorpos naturais - isoaglutininas, pesquisas 4.03.06.26-7 / Anticorpos naturais - isoaglutininas, titulagem 4.03.06.27-5)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço

Objetivo do exame: Avaliar e medir o nível dos auto-anticorpos, para ajudar no diagnóstico das doenças auto-imunes, assim como acompanhar o desenvolvimento destas patologias.

Confiabilidade do exame: A presença de auto-anticorpos nem sempre coincide com a existência de doença.

Tempo necessário para obter o material: 5 minutos.

Preparação do paciente: nenhuma preparação é necessária.

Tempo necessário para obter resultados: entre 1 a 7 dias.

Técnica utilizada: A presença de auto-anticorpos, diagnosticados através de técnicas de imunofluorêscencia, ou por métodos de ELISA, mede a quantidade de anticorpos que o organismo do paciente fabrica, contra seus próprios tecidos.

Valores normais: ausência de auto-anticorpos.

Valores aumentados: Além de serem encontrados nos pacientes afetados por problemas auto-imunes, os auto-anticorpos podem estar presentes em pessoas adultas, com mais de 60 anos, e algumas vezes em pacientes mais jovens.

Geralmente este exame demonstra a presença isolada ou conjunta de:

Anticorpos antinucleares (ANA) : Podem estar presentes em doenças auto-imunes, particularmente no lúpus eritematoso sistêmico (LES), na esclerodermia, ou na síndrome de Sjögren, na polimiositis, e também em certos tipos de hepatite crônicas que estejam em atividade.

Anticorpos antiDNA : Podem estar presentes no lúpus, mas normalmente não estão presentes em outras doenças auto-imunes e, geralmente, diminuem seu nível, quando o tratamento do lúpus obtém êxito.

Anticorpos antifosfolipídicos: Podem ser encontrados no lúpus e em outras patologias, como as que estão associadas a alterações dos fatores de coagulação e também em abortos.

Anticorpos antimúsculo liso: Podem estar presentes na hepatite crônica ativa. Os exames deste tipo destingem entre este tipo de hepatite e outras formas de doenças hepáticas.

Anticorpos antimitocondriais: Podem estar presentes na maioria dos casos de cirrose biliar primaria e raramente em outros tipos de doenças crônicas do fígado.

Fator reumatóide freqüentemente encontrado no sangue e líquidos intra-articulares de pacientes com artrite reumatóide.

Alguns medicamentos que podem alterar os resultados:

alfametildopa
clorpromazina
hidantoina
hidralazina
isoniazida
procainamida e quinidina (mesmo depois de ter deixado de tomá-los após vários meses). Estes medicamentos podem produzir resultados falso positivos, aumentando a produção de anticorpos antinucleares (ANAs).